• Dr. Rafael Domiciano

RAPID-TnT - The Late Outcomes Of A 1-hour High Sensitivity Troponin T Protocol In Suspected Acute



No dia 16 de maio foi apresentado no ACC.21 e publicado na Circulation os resultados tardios do estudo RAPID-TnT, o trial avaliou a utilização de troponina T cardíaca rápida e de alta sensibilidade na avaliação de casos suspeitos de síndrome coronariana aguda.


Foi um estudo realizado na Austrália que testou 3378 pacientes admitidos nas unidades de emergência com dor torácica e sem isquemia no ECG inicial, os pacientes foram randomizados em 2 braços, o primeiro seguiu a estratégia o – 1h e utilizava o cut-off de 5ng/L, neste braço os pacientes foram médicos divididos em 3 grupos SCA excluída (probabilidade de ACS <1% - troponina < 5ng/L ou < 12ng/L e variação na primeira hora < 3ng/L), observação adicional (SCA probabilidade 25% - 13 ng/L – 51ng/L ou varação 3-4ng/L) ou tratar como SCA(troponina 52 ng/L ou variação maior ou igual a 5 ng/L na primeira hora), no braço standard a estratégia utilizada foi 0 – 3 horas, com cut=off 29ng/L, neste braço os médicos responsáveis ​​pelo tratamento não tinham conhecimento dos resultados dos testes abaixo de 29 ng/L, definido internação >29 e alta < ou igual 29.


Os grupos randomizados apresentavam características semelhantes, no grupo de estratégia 0-1h houve redução dos testes de estresse, porém houve aumento nas coronariografias e revascularização.


Nos primeiros 30 dias não houve diferença significativa entre mortalidade ou infarto agudo do miocárdio, porém havia necessidade de aferir a segurança com resultados tardios. Após 12 meses o HR foi de 1,32 (IC de 95%, 0,95 - 1,83; P = 0,10), sem diferença significativa em relação ao desfecho composto por morte e infarto agudo do miocárdio no total dos pacientes.


Em pacientes com um nível inicial de troponina T ≤29ng / L, a estratégia 0-1h foi associada a um aumento nos eventos de desfecho primário (3,7% vs. 2,3% HR, 1,60; p = 0,030), esse achado deve ser interpretado com cautela e pode sinalizar a utilidade contínua dos testes funcionais, e a necessidade de reconsiderar as investigações e terapias na grande população que se apresenta com elevações de troponina de baixo nível.


Rafael Domiciano

Coordenador da Cardiologia Hospital São Luiz São Caetano

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