• Dr. Rafael Domiciano

Estudo: ACST-2

Second asymptomatic carotid surgery trial (ACST-2): a randomised comparison of carotid artery stenting versus carotid endarterectomy.


No dia 29 de agosto foi apresentado no ESC CONGRESS 2021 e publicado no Lancet os resultados do ACTS-2, o trial comparou a endarterectomia com o implante de stent em pacientes com estenose carotídea severa e assintomática, para os quais um procedimento carotídeo é considerado necessário.


Embora ambos os procedimentos sejam viáveis, sempre houve dúvidas sobre qual seria melhor para pacientes com o perfil clínico estudado, o principal objetivo do estudo foi comparar a proteção de longo prazo devido à doença carotídea remanescente ou recorrente.


Foi um estudo internacional multicêntrico e randomizado, avaliou pacientes com estenose carotídea severa, unilateral ou bilateral, assintomáticos. Pacientes e médicos concordavam com a necessidade do tratamento, porém sem definir a estratégia. Entre janeiro de 2008 e dezembro de 2020, 3625 pacientes (70% masculino, 30% diabéticos, idade média 70 anos, segmento médio 5 anos) foram randomizados aleatoriamente e divididos em 2 braços, 1811 para stent carotídeo e 1814 para endarterectomia.


Relacionado ao procedimento (< 30 dias) 1% em ambos os grupos apresentaram AVC incapacitante ou morte (15 braço stent e 18 braço endarterectomia) e 2% AVC não incapacitante (48 braço stent e 29 braço endarterectomia). Nos desfechos não relacionados ao procedimento (média 5 anos seguimento) 2,5% em ambos os grupos apresentaram AVC incapacitante ou morte (44 braço stent e 45 braço endarterectomia), e nos eventos não incapacitantes 2,7% (47 pacientes) no braço stent e 1,9% (34 pacientes) no braço endarterectomia.


A principal mensagem do estudo ACST-2 é que as duas estratégias são equivalentes em eventos incapacitantes ou fatais relativos ao procedimento e das taxas de AVC incapacitante em 5 anos, nos casos de eventos não incapacitantes foi observado um risco adicional de 1-2% no grupo stent, porém desfecho que não influencia nas atividades habituais destes pacientes.


Dr. Rafael Domiciano

Graduação Universidade Cidade de São Paulo

Cardiologista pelo Hospital do Coração e Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Coordenador Cardiologia São Luiz Anália Franco

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