• Dr. Guilherme D`Andréa Saba Arruda

Left Atrial Appendage Occlusion Study (LAAOS) III

O Dr. Richard Whitlock traz uma discussão interessante sobre um tema muito discutido dentro do cenário das cirurgias cardíacas. A dúvida seria se isso impactaria na redução do risco de fibrilação atrial (FA). Esse assunto tem controvérsias e, atualmente, tem uma indicação com nível de evidência IIb pela diretriz americana.


O estudo teve ao todo 4.812 pacientes em 27 países (com participação de centros no Brasil) foram randomizados 1:1 entre exclusão ou oclusão do apêndice por diversas técnicas e não intervenção, e seguidos por 3,8 anos. Os critérios de inclusão foram pacientes com 18 anos que iam para cirurgia cardíaca e que possuíam FA ou Flutter atrial com CHADASVASC 2.


A média e o desvio padrão dos pacientes foi: idade de 71 anos (8,4) e CHADSVASC de 4,2 (1,5). Foram submetidos a revascularização do miocárdio isoladamente 21% dos participantes, e 23,5% foram para a cirurgia valvar isolada.


O tempo de circulação extracorpórea (CEC) foi maior no grupo de exclusão de apêndice (em média seis minutos mais longo), bem como o tempo de pinçamento (quatro minutos mais longo), sem impacto em mortalidade em 30 dias. O uso de anticoagulação foi semelhante nos dois grupos ao longo do seguimento.


O estudo mostrou redução significativa de AVC isquêmico ou embolia sistêmica de 7% (sem exclusão) para 4,8% (exclusão de apêndice), p= 0,001. Esse benefício foi crescente ao longo do seguimento, e se tornou significativo nas análises após 30 dias. As análises secundárias mostraram que a redução do desfecho composto foi principalmente causada pela redução de AVC – RR de 0,62 (0,48 - 0,80).



Dr. Guilherme D`Andréa Saba Arruda

Coordenador da Cardiologia da Rede D`Or Regional SP





Referência Bibliográfica:

Trudel X, Brisson C, Talbot D, Gilbert-Ouimet M, Milot A. Long Working Hours and Risk of Recurrent Coronary Events. J Am Coll Cardiol. 2021;77(13):1616-1625. doi:10.1016/j.jacc.2021.02.012

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